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Há uma década, o jornalismo esportivo perdia um de seus nomes mais importantes: Luiz Fernando Bindi. Não pela fama em grandes emissoras ou jornais, mas pelo extremo conhecimento que possuía e que fazia questão de dividir com todos. 

Poucas coisas representam melhor um clube de futebol do que seu escudo. É o "rosto" de toda equipe, e em tempos de uniformes fluorescentes, é o melhor jeito de reconhecer um time, mesmo que à distância. É uma forma de identificação que, em poucas linhas ou em desenhos bem elaborados, contam mil histórias. Se pensarmos em todos os escudos existentes no mundo, não caberia em um livro. Mas talvez coubesse na mente de Luiz Fernando Bindi. 

Geógrafo e jornalista, Bindi era uma "enciclopédia humana". E aos 35 anos, pode se dizer que vivia o auge de sua vida profissional. Em 2007 havia publicado o livro "Futebol é uma caixinha de surpresas", uma compilação de causos e histórias curiosas do mundo do futebol. Assinava uma coluna no Portal Terceiro Tempo, e trabalhava nas rádios Bandeirantes e 105 FM, ambas de São Paulo. Em 2008, estava produzindo seu segundo livro. "Os distintivos de futebol mais curiosos do mundo". Bindi não pôde terminar, falecendo no dia 22 de julho de 2008, vítima de um infarto. Coube então a outro grande pesquisador, José Renato Sátiro Santiago Júnior, finalizar a obra, que conta com 360 distintivos e suas origens e significados.

A coleção de escudos, aliás, é um caso à parte. Desde pequeno, juntava recortes e desenhos de todos os clubes que conseguisse. Não media esforços para buscar as informações que queria, como bem conta o texto de quarta capa de seu primeiro livro. "(Bindi) Fica telefonando para embaixadas para saber as pronúncias corretas dos nomes dos jogadores da República Tcheca ou da Sérvia". Sua coleção contava com mais de 50 mil escudos, dos quais cerca de 25 mil estavam publicados em seu site, o hoje inativo "Distintivos.com". 

Não tive a chance de conhecer Bindi pessoalmente. Há dez anos ainda era apenas um garoto, mas já conhecia o seu trabalho por meio da rede social da época, o Orkut. Falando assim, parece muito tempo, mas são apenas dez anos. Que se transformaram em eternidade para Bindi. 

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